sábado, 13 de abril de 2013

ANÁLISE DO FILME LARANJA MECÂNICA


Sob a direção de Stanley Kubrick e estrelando Malcolm McDowell, Laranja Mecânica é uma fábula de ficção científica social, produzido em 1971. Trata-se de um filme eletrizante e bombástico, uma tradução audaciosa do romance distópico de Anthony Burgess, onde muita gente julgou impossível produzi-lo para o cinema.
 Delinquente porém inteligente, o espertalhão Alex de Large tem como prazeres essenciais a pornografia, as melodias clássicas de Beethoven, principalmente a Nona Sinfonia e a liderança de sua gang ou bando, os “Droogs”. Caracterizados com macacões brancos e cuecas estilizadas e usando chapéus-coco pretos, desenvolviam  acessos frenéticos provocados por uma droga denominada de moloko, com a finalidade de praticarem a ultraviolência. Suas formas de se divertirem consistiam sempre com a tragédia dos outros. A transformação de Alex de um punk sem moral até um cidadão exemplar doutrinado e sua volta ao estado rebelde, compõe a chocante visão do futuro que Stanley Kubrick profetizou.
Após ser preso durante um de seus assaltos, e matar uma mulher com um golpe desferido por uma escultura fálica na cabeça, Alex é submetido a um tratamento experimental, desenvolvido pelo governo, na prisão. O tratamento consiste em uma punição psicológica, onde o jovem é drogado antes de assistir filmes extremamente violentos com musica clássica como trilha sonora, para que ligue as imagens às dores que elas provocam. Este tratamento faz com que Alex se torne incapaz de praticar qualquer ato de violência, e como efeito secundário, também não consegue escutar a 9ª Sinfonia de Beethoven, que antes era sua preferida.É um filme bastante violento, fisicamente e psicologicamente, com linguajar próprio, mistura de gírias das arquibancadas de futebol londrino da década de 50 com o idioma russo, além de roupas da época, o que o torna interessante. As cenas de violência gratuita, assaltos e estupros chocam por serem feitos com muita “normalidade” e prendem a atenção de quem está assistindo, ainda mais por se encaixar com o que acontece na nossa sociedade, que por serem tantos casos, tantas vezes, acabam sendo deixados de lado, como se as pessoas apenas esperassem pela próxima tragédia. Também retrata a ação do governo na prisão, com um tratamento experimental, mostrando ser tão violento quanto às delinquências praticadas pelo personagem principal e sua gangue, por ser algo que tira o livre arbítrio, que tem o propósito de mudar e controlar. Após Alex ser solto, e a sociedade que o considerava violento, o recebe com a mesma violência.

  ASPECTOS SOCIOLÓGICOS DO FILME
Fazendo uma leitura sociológica do título do filme, Alex de Large  representa simbolicamente uma laranja (somos experimentos e cobaias da vida e das circunstâncias) mecânica (para demonstrar nossas alterações de humor, nossos artificialismos e ações programadas como robôs nas mãos de quem detém o poder).     
          O título original londrino Orange, que além de laranja passa a designar também “homem”. Isto se dá por um trocadilho feito com a semelhança fonética de orange com orangutan (orangotango, primata altamente desenvolvido, “parente” do homem). Ou seja, temos aí “Homem Mecânico”, que é o que Alex se torna após o condicionamento, um ser programado, sem poder de escolha.
          Outra versão seria de que o termo vem de uma velha expressão “Cockney” que designaria tipos estranhos (havia a expressão tão esquisito quanto uma Laranja Mecânica – há certa ironia em dizer que algo orgânico possa ter mecanismos e engrenagens. Portanto, a expressão se assemelha a algo incomum, estranho, ou seja, agressivo, desequilibrado, que odeia as instituições e os seres, e por isso os agride.

         Seus pais englobam todos os estereótipos da classe trabalhadora britânica : estúpidos, simplórios, sem ambições, passam o tempo livre vendo televisão ou lendo tablóides sensacionalistas. O apartamento é decorado com péssimo gosto e o relacionamento entre eles próprios é caricatural. Já o quarto de Alex é “estiloso” e mostra um gosto por arte.  Uma explicação para a atração duradoura de "Laranja Mecânica" é a contemporaneidade intelectual dos temas de que se ocupa. 
       A violência gratuita deliberada, a máquina estatal que prefere submeter seus delinqüentes a lobotomia do que lhes permitir o direito de escolha. Os jovens que usam drogas para se prepararem para uma noite de estupro e pilhagem. Uma sociedade que cura a violência através da criação de robôs morais.
O Alex no início é um tipo de Lúcifer, solto num inferno urbano. Ele não sente culpa, não tem escrúpulos nem remorsos, mas como ele mesmo diz, tem que ser destruído. Mas nós respondemos a ele numa maneira ambivalente, achando-o atraente mesmo quando ficamos revoltados com as coisas que ele faz".
     Alex De Large, o nome do personagem principal, além de ser anagrama de Alexandre, o Grande, tem um significado extra: A-lex, do latim sem lei. Ele é um ser guiado por seus instintos e interesses, desprovido de moral ou consciência.

        Alex é um amante de Beethoven, tem fantasias de dominação e poder e vê o crime como uma forma de expressão artística. Quando atacam, Alex e seus “droogs”(amigos) estão mascarados (semelhança com o teatro clássico grego) e a violência é estilizada e teatral, acompanhada por Gene Kelly e números de dança.Ao final do filme – após sua tentativa de suicídio – já no hospital, Alex se encontra com os membros imobilizados. O ministro do interior o visita e se oferece para ajudá-lo com a refeição. Alex simplesmente abre a boca como um filhote de pássaro a espera de comida. O ministro o serve, selando assim a cumplicidade que irá se estabelecer nesse momento em que Alex é dominante, pois, para limpar sua própria imagem, o governo precisa dele ao seu lado.O filme enfatiza a brutal e violenta natureza do homem porque é um retrato verdadeiro dele. E qualquer tentativa de criar instituições sociais baseadas em uma falsa visão da natureza humana está provavelmente condenada a fracassar… A ideia que restrições sociais são totalmente negativas é baseada numa utópica e irrealista visão do homem.”
  Sem dúvida, a ideia de Kubrick do homem livre de inibições vai totalmente contra a ideia do “bom selvagem” de Rousseau; mas ele também não espera que o “adestramento” do homem vá ser uma grande solução. Kubrick, na sua visão, mostra que é vã a esperança humana de salvação pelas instituições sociais, mostrando o “selvagem” (Alex) em seus encontros com personagens que representam outros arquétipos
Stanley Kubrick

Análise Psico-Filosófica 
As teorias Filosóficas que serão apresentadas no decorrer da a análise, tendo em vista que algumas são minhas.
O filme inicia-se com Alex e seu grupo em uma leiteria ingerindo Leite misturado a uma droga que aumenta consideravelmente nosso desejo por dor e violência, liberando o que eles chamarão de "Ultra Violência". Tal droga é mostrada no filme como uma forma de nos fazer entender que cada ser humano possui uma dose considera de violência animalesca e irracional dentro de si mesmo, essa droga apenas traz essa violência a tona. Coisa que ocorre quando muitos ingerem álcool ou usam drogas e outros alucinógenos. Quantas pessoas você já não viu que trouxeram essa "ultra violência" para fora em quanto estavam drogados ou alcoolizados? Pode ser que até mesmo você já tenha passado por isso. Perceba que a o desejo de violência e falta de raciocínio é tão grande, que parece que a pessoa se transforma em outra, um alguém totalmente descontrolada cedento por uma dose consideravel de Horror. Agora imagine uma humanidade inteira assim.... Seria horrível não?
Na cena seguinte Alex que é o personagem principal e líder do grupo do que ele chama de Droogs, estão andando pelas ruas sombrias de seu bairro quando encontram um velho senhor deitado as de baixo de uma ponte as margens da tristeza e da depressão, cantando uma canção de dor e sofrimento ao mundo em que vive. Quando ele pede um simples trocado aos garotos, eles tem uma reação que não é muito difícil de se ver hoje nas ruas ou dentro das casas. Eles reagem com violência, sarcasmos, ignorância e egoísmo. O senhor diz uma frase muito relevante a situação da sociedade. Diz que este mundo converteu-se em lixo, que nada aqui presta mais, que nós seres "inteligentes" conseguimos conquistar o terreno da lua, mas não damos respeito e levamos em consideradção o solo da sociedade em quanto humanidade. Que o mundo virou lixo pois agora garotos da minha idade ou da sua, ou da idade de seus filhos,  não tem mais respeito aos mais velhos, como se cada fiu de cabelo branco fosse apenas um mero inseto sem significado, sentido ou poder.

Assim sendo, após o discurso de senhor, eles batem violentamente no idoso, deixando claro, logo de cara, que o filme se trata de uma critica severa e realista a falta de Humanidade nos homens. Que a violência tornou-se o espetáculo do horror da vida, e que bater e matar por egoísmo é a atração principal.Em segundos, a próxima cena da inicio a uma abuso sexual dentro de um teatro por parte de outra gangue, também formado por quatro pesso

as que são rivais do grupo de Alex. O que me chama a atenção é que fora logo em um teatro, pois eu como artista, compreendo o valor gigantesco de um teatro, pois ali se encena a vida em quanto arte, e com ele se valoriza a vida. Entretanto, ali se encenara o sexo violento como um show de horror e desumanidade.O grupo de Alex chega em pouco tempo ao local, e ali mesmo as gangues se enfrentam, e claro que o grupo de Alex sai vitorioso, devido a ingestão da droga, mostrando-nos que a o poder da raiva e da violência é inabalável diante de forças menores. E o que se fez importante, é a outra gangue estavam vestidos de Nazistas, retratando que o Nazismo foi um grande marco da violência e do abuso sobre a raça humana, por tanto, toma-lo como simbolo é perfeito.
Antes de continuar a descrever o filme, existe uma pergunta que deve ser feita. Pense e tente responder: Por que nós, os seres humanos gostamos tando das cenas violentas? por que nos jornais locais e noticiários da Televisão o que mais da audiência são as matérias sobre morte, homicidio e assassinato? por que nós temos essa satisfação inconsciente em ver tais cenas? Se algum dia você nunca parou para refletir sobre isso, acho que agora é a hora.
Também me fiz tal pergunta, e entendi, que nós seres humanos somos o que? Animais! Também somos assim como os leões, tigres, lobos, e etc. Temos instintos dentro de nós, reagimos conforme a situação. A diferença entre nós e os animais, é que temos um cérebro que nos dá consciência de nossa existência e conseguimos forma-lá conforme nossas escolhas ou ações. Todavia, cada vez mais o nosso lado animalesco e irracional vem aflorando conforme nossa sociedade, politica e educação vem cada vez mais deixando de lado o amor próprio e ao próximo. Cada vez mais não nos importamos com quem sofre, com quem chora, com quem si mata. E não percebemos que nós também choramos como os outros chorão, que sentimos dor como os outros sentem, que sofremos como os outros também sofrem.
 Negar as emoções de outros é negar a si próprio.
Gostamos de ver sangue nas telas da nossas televisões por que assim como os lobos e leões, gostamos de ver aquilo que nos dá prazer e satisfação. A diferença é que os lobos e leões gostam de ver o sengue para suprir sua fome, e nós, para sentir prazer.
Cenas depois, Alex e sua gangue vão casa de um escritor que encontra-se na companhia de sua esposa, e a gangue de Droogs invade o local abusando sexualmente da esposa do escritor e violentando ele, mas comentarei essa cena posteriormente quando acontecer a reviravolta da história. Mas vale ressaltar a canção do filme Dançando Na Chuva.
Depois da cena, a gangue volta a leiteria para tomar mais um pouco do leite  para liberar mais um pouco de "ultra violência", mas Alex depara-se com uma cantora que toma em sua voz uma das canções mais belas de todas, a 9º Sinfonia do imortal Beethoven, que por sinal é o musico favorito de Alex. Entretanto, um dos seus Droogs (Jin) começa a rir e a esboçar um tom de sacarmos em relação a voz e a musica, mas Alex o agride e lhe ameaça impondo-lhe seu poder autoritário sobre ele, mas Jin não aceita tal repreensão e supõe uma luta, mas Alex lhe diz para escolher o dia e o local do duelo com uma voz ameaçadora, e Jin desiste e se deixa vencer pelo poder autoritário de seu "irmão."
O Fato é que Alex tem um poder de controle e liderança tão grande sobre o grupo, que ele se torna incontestável. Você já fez parte de um grupo onde tive-se alguém assim? Já quis mandar nas pessoas desta forma? Já pensou em ser um tirano? pois é nisso que se resume tal vontade.
Após a noite de "horror-show total" Alex encaminha-se para sua casa e passa pelas ruas de seu conjunto, e temos uma visão realista de como nossas ruas são hoje em dia. Abandonadas, sombrias e totalmente a Mercer da violência. Demonstra um mundo abandonado, e deixado para apodrecer diante das vontades e desejos animalescos que possuímos. O que não é nada diferente de hoje em dia, mas pode ser que piore.
Mas o nosso personagem principal chega a sua casa e encontra-se vários símbolos de virilidade masculina, ou seja o pênis sendo enfatizado de maneira excessiva, tanto é que Alex e seus Droogs usam um protetor genital sobre as calças exatamente por isso. Quando ele adentra em seu quarto, se vê vários símbolos e esculturas ponográficas e ironicamente um poster de Beethoven, ele então, começa a tocar a clássica 9º Sinfonia, e é mostrada esculturas de Jesus Cristo, pois os homens é que são fortes e seguros, enquanto as mulheres são apenas objeto de desejo.
Ideal esse que deve ser totalmente descartado.
As esculturas de Jesus dançando, da a entender que esta ali como se estivessem comemorando o fato de serem homens. Isso nos da a entender que a ideia neurótica de homens serem os melhores, é correta, e que  Jesus foi o homem com a maior virilidade é uma fonte de força e inspiração.
Alex enquanto sente os sons da vibrante musica de Beethoven começa a visualizar cenas de Violência e sentindo um prazer incrível diante de tais situações, e que ele queria ser a grande fonte de toda aquela violência gratuita.
Na manhã seguinte a mãe de Alex, que aparentemente é uma mulher desorientada, tenta acordar Alex para ir ao colégio, mas ele finge uma dor de cabeça para não ir, depois a mãe dele vai até ao encontro do pai e conversam sobre o filho que anda faltando demais as aulas e sai a locais totalmente desconhecidos por eles. Essa cena nos reflete a realidade que vivenciamos hoje, onde pais não sabem mais onde encontrar seus filhos, tanto dentro deles mesmo, quando por fora. Não sabem aonde estão, com quem estão e o que farão. A preocupação diminui por que a responsabilidade diminui, é mais fácil deixa-lo de lado do que se preocupar e cuidar.
Muitos pais agem assim, não ligam para aquele que deveria ser a jóia mais bem cuidada, o tesouro que mais deveria ser valorizado, que é o próprio filho. Muitos preocupam-se mais com as contas a serem pagas, com os investimentos que fizeram do que saldar a divida  emocional que tem com seus filhos.
Se nos formarmos como pais desequilibrados
Formaremos uma educação desequilibrada
E faremos de nossos filhos, meros fracassados.

Cenas depois nosso personagem Alex vai a uma loja de discos vestido uma fantasia de pequenos príncipe, que é um personagem de uma das historias filosóficas mais belas da literatura, mas nosso personagem usa a imagem  meiga, infantil e inofensiva do pequeno príncipe para mascarar o que e quem ele é de fato.
 Então, ele encontra duas garotas e uma cena muito engraçada e critica acontece, quando uma delas pergunta qual ele vai querer ouvir, se é de alguma banda que aparentemente, tem musicas de baixo conteúdo construtivo e de bom gosto, e Alex lhes pergunta se elas vão ouvir aquile lixo em um aparelinho portátio indo de lá para cá. Se formos parar pensar, ele faz uma alusão a nossa realidade onde temos nossos celulares, Iphodes, Ipeds, Mps onde muitos ouvem musicas horríveis e de mal gosto. Como se já não fosse o bastante existir, ainda tem que ser levada de l á para cá. Se você já pegou um ônibus enquanto estava estressado e ouviu aquele funk ou brega chato e insuportável, você compreende o que eu quero dizer.
 As garotas vão até a casa de nosso personagem e ironicamente toca uma trilha sonora sinfônica, clássica dos desenhos animados enquanto os personagens fazem sexo descontroladamente, chega a ser hilário a cena, mas reflete-se uma realidade de que a juventude adora se dizer extremamente viril e eficaz quando o assunto é sexo. Adoram dizer que duram mais na cama do que seus amigos,  gostam de dizer que são melhores em determinadas posições e que conseguem provocar em seu parceiro ou parceira vários orgasmos, o que se torna motivo de orgulho para eles. Mas pense bem: Podemos até atingir a excelência sexual na cama do prazer, mas será que somos capazes de atingir a excelência emocional na cama das emoções? conseguimos cultivar o prazer de viver e de amar a si mesmo? Atingir o prazer sexual é bom, mas conquistar o prazer emocional é excelente. Não tem como alguém não amar e sentir prazer naquele que doa o amor do prazer de viver.
O líder Alex encontra-se novamente com sua gangue, mas agora eles estão com um olhar e ideias diferentes de seu líder, eles querem fazer coisas mais grandes, e querem coisas mais valiosas, como se todo a violência e horror não fosse o suficiente, coisa que assassinos, psicopatas, ladrões realmente pensam. Alex percebe que eles querem ter voz mais ativa no grupo e não seguir ordem as cegas, pois estão cansados das decisões severas dele, por tanto tentam uma afronta a sua liderança.
Depois Alex finje ter aceitado as condições, mas quanto começam a andar pelas ruas do conjunto de Alex, ele mesmo agride seus "Drooguinhos", mostrando toda sua força e capacidade de controlar e de exercer medo sobre eles, tentando dar-lhes uma lição da famosa frase "sou Eu que Mando Aqui".
Aquele que trata seus liderados como servos
Não tem direito de lidera-los.

Apesar de nosso "herói" ter exercido todo seu poder sobre seus servos, ele aceita as ideias deles, e quer dar seguimento ao plano, para agirem como "gente Grande" e assim ter mais lucros. 

É daí que saí a primeira vitima de Alex, que foi a dona de um  hotel fazenda que eles iriam roubar, mas o quando líder acaba assassinando a mulher e depois traído por seus companheiros, e por fim, acaba sendo preso e torturado por policiais. Depois Alex é sentenciado a 14 anos em uma penitenciaria para arcar com seu crime. A penitenciaria demonstra ser um local onde existe uma disciplina controladora e neurótica demonstrando um respeito doentio. Alex tenta se adequar ao local, um fato interessante é que a mesma penitenciaria tenta usar a religião como uma fonte de cura da violência para que seus detentos superem seus demônios internos, tentando tirar deles o desejo de roubar, matar, violentar, estuprar, etc.

Mas como já dizia o filósofo Nietzsche, a religião crista é como o
álcool, é uma droga inventada para nos inibir da dor que sentimos e causamos, mas não nos ajuda a supera-lá e controla-lá dentro de nós.
Mas nosso Anti-Herói, começa a se interessar pela Bíblia, entretanto, o seu EU, não encontra motivação nos textos e nas palavras que realmente deveriam inspira-lo, mas sim nos capítulos onde se encontra violência, sangue, injustiça, sofrimento, escravidão, abuso de poder e forçar.
Mas o personagem quer mesmo é sair daquele local e voltar a liberdade dos seus dias de "horror-show total", assim sendo, ele fala com o padre responsável pela instituição e lhe pergunta sobre um tratamento e experimental no qual lhe oferece a liberdade em poucas semanas. O padre então lhe fala que este é o Método Lodovico, que é o tratamento que da inicio a critica ao sistema controlador da mente e ao governo. Por fim, Alex consegue ingressar na clinica que faz o experimento da técnica da suposta cura.
Alex então é submetido a na verdade uma tortura por imagens, esse tipo de tortura é bem antiga e faz com que a pessoa veja repetitivas imagens sem ter a opção de fechar os olhos ou evitar as imagens. Por exemplo: quantas vezes você não quis ver determinada cena de um filme de terror pois sabia que aquilo te causaria transtornos? Agora imagine você ver centenas dessas cenas com o mesmo peso de medo e horror, crescendo gradativamente. Você ficaria horrorizado? transtornado? COM CERTEZA.
Isso ocorre por que se abre uma janela na sua mente chamada Janela Killer. Vou usar a teoria das janelas da memória desenvolvida por Augusto Cury.
Na mente humana existem três tipos de janelas: As janelas neutras, Janelas Ligth e Janelas Killer. As janelas neutras são as janelas que não possuem nenhuma carga emocional, ou tão pouco que é como se não fizesse diferença, é lá que se encontra a os conhecimentos de cálculos, equações, fórmulas e conhecimentos breves. Aqueles que aprendemos nas escolas. Por isso não conseguimos nós recordar facilmente de determinados conhecimentos matemáticos, pois eles não tem nenhuma carga emocional. Por exemplo: por que quando lemos um livro inteiro sobre cálculos e formulas matemáticas nos lembramos de tão pouco e quando ouvimos uma musica chata somente uma vez, nos lembrados de cada palavra? É simples. É por que o registro depende da carga emocional com que é registrada. Coisas que tem uma carga emocional maior são registradas  privilegiadamente em nossa memória. Fórmulas não são tão fáceis de se recordar, pois você não sente absolutamente nada enquanto as aprende, mas quando você ouve uma musica chata, nossa mente arquiva ela com privilégio, pois sentimos aquela raiva em ouvir, por isso é mais fácil de lembrar.
Pense bem: tente lembrar de cada ponto do ultima fórmula matemática que você aprendeu nessa semana. Vai ver que terá uma certa dificuldade. Agora tente lembrar do pior dia da sua vida que provavelmente já aconteceu a um bom tempo. Perceba que foi muito mais fácil de lembrar, pois foi arquivada com muitos sentimentos ruins que lhe causaram sofrimento. A emoção determina a qualidade do registro.
As Janelas Ligth são janelas onde são arquivadas emoções inteligentes como altruísmo, amor, amizade, respeito mutuo, resiliência etc. É através dessa janela e dessas emoções que tomamos atitudes inteligentes diante diante das dificuldades ou de momentos bons e agradáveis. Atitudes como ser perdoado, educar, conter-se diante de provocações e da raiva, abre janelas Ligth que registram emoções boas.
A janela mais importante para descrever a tortura de Alex é a Janela Killer: Como sabemos Killer significa Assassino, mas não é uma janela que assassina o corpo, mas sim a alma e a mente. Atitudes ruins, pensamentos negativos, emoções de ódio, desprezo, intolerância, Vingança e outros, abrem várias  janelas killer que fazem com que nossas atitudes se formem através destas emoções. Várias fobias, medos, traumas também se formam nessas janelas. E é exatamente isso que aconteceu com Alex.
Janelas Killer traumáticas se abriram através daquelas cenas, mas um fator primordial da reação dele, foi a droga que lhe injetaram, que faz com que o personagem tome evite atitudes agressivas diante de pensamentos ruins e violentos. Ele começa a passar mal, como se fosse vomitar, estive-se sendo asfixiado ou se afogando. Essa droga controla totalmente sua liberdade de agir, Encarcera suas idéias e aprisiona suas atitudes, fazendo com que ele queira morrer diante de seus sentimentos ruins. Mas um fator que atribui  para piorar mais ainda situação de Alex, foi o trauma gerado quando ele viu as cenas de violência escutando sua musica favorita: A 9º Sinfonia de Beethoven. Isso foi um acidente, mas fez com que o personagem cria-se um trauma ainda mais forte quando ouvi-se a musica, tornando-se um elemento de auto-punição, dando-lhe mais força para se suicidar. Pois a musica é associada as cenas e aos sentimentos de violência.
Em seguida, após concluir o tratamento, Alex faz uma apresentação para um publico ansioso para ver a tal "cura" do método Ludovico. O personagem enfrenta primeiramente um ator que o humilha diante de todos, lhe agredindo físico e verbalmente, e ainda por cima lhe faz lamber os sapatos do agressor. Alex diz que sentia vontade de reagir, mas seu corpo tomara uma atitude totalmente contrária a de sua mente, ele começa a passar mal, sentindo uma sensação de agonia sem fim. Provando que o metodo era eficaz, pois ele não mais poderia agredir ninguém.
Em seguida entra uma mulher semi-nua, e Alex sente uma vontade incontrolável de fazer o que ele chama de "entra e sai" ali mesmo, no palco, mas quando estava prestes a por seu pensamento em prática, seu corpo mais uma vez retrai diante de tal pensamento, provando mais uma vez que o método é tão eficaz, que faz com o desejo sexual agressivo seja retraído, fazendo com que o "paciente" não tome nenhuma atitude de abuso.
O representando do governo, diz que Alex é a prova vive de que o experimento é a cura do mal e da violência do mundo, mas o padre, com muito inteligência, diz que a Alex perdeu seu livre arbítrio. Diz que um homem só pode ser bom, se ele escolher ser bom e não por que foi obrigado. São nossas escolhas que fazem de nós quem somos e o que queremos ser. Porém, o Representante do governo deixa claro que ideias emocionais ou religiosos nada tem haver com a justiça, pois o importante é que o método dá certo, assim sendo, dane-se as ideias de liberdade de escolha. Dali em diante, Alex perde totalmente sem poder de escolha, de fazer aquilo que bem entende e pensa, perde seu livre arbítrio. A e o sofrimento tirou sua humanidade e o transformou em uma maquina controlada, um fantoche do governo. Devo integrar que esse exemplo de Alex é exatamente o que nosso governo quer fazer conosco. Não pense que eles querem nos dar a mão da liberdade, mas sim as correntes da escravidão. Presidentes, deputados, Prefeitos, senadores ou quem mais for, quer que nós sejamos meros fantoches seguindo ideias paranóicas sem escolher o que nos é certo ou errado, pois assim é mais fácil de controlar a massa.

Aquele que escraviza o corpo e a mente humana
Não tem o direito de ser humano.

Quando Alex retorna para sua casa um novo inquilino (Jhol) toma conta de seu quarto e faz com que seu família o negue. O nosso personagem principal não gosta nada disso, e quando tenta agredir o Jhol, as drogas começam a fazer efeito novamente, forçando-o a tomar uma atitude "boa." Mostrando que ele não tem mais controle do seu próprio corpo, mesmo sem situações de desprezo. Por fim, Alex perde tudo o que tinha, a casa, seus pais, amigos e sua própria vontade.
 Mas a histórica começa ficar melhor ainda, pois quando Alex caminha pelas ruas, sozinhos, magoado e transtornado, ele reencontra determinadas pessoas que agora vão lhe fazer sofrer, assim como ele fez com elas. Ele encontra o senhor que foi agredido no início do filme, e ele é agredido pelos companheiros de rua do senhor.

 Depois ele encontra seus "Drooguinhos" que agora lhe batem e lhe torturam com a mesma autoridade que Alex tinha, e por fim, ele encontra o escritor que perdeu sua esposa devido o abuso sexual que ele e seus companheiros fizeram contra ela.
Agora quero que você se imagine com revolver na mão, e com a emoção de uma criança que vai brincar pela primeira vez com seu brinquedo novo, você dispara essa arma para o alto, para o céu. Você sente uma prazer e uma alegria fascinante e incrível dentro de si, entretanto, tudo o que vai, uma hora vai ter que voltar, e enquanto você comemorava e se alegrava pelo tiro, a bala que você disparou esta voltando para o mesmo ponto em que você atirou, e cada vez mais ela vem ganhando força em quanto se aproxima do chão, e por fim, ela lhe atinge exatamente na cabeça. O que quero lhe dizer com isso é simples: Não importa quanto mal você faça, vivemos em mundo onde o que você faz, um dia você  ira voltar com muito mais força para você. Por tanto, se cultivamos o mal, crescerá uma árvore de vingança sobre nossas costas, mas se plantarmos o que for bom, teremos eternamente a sombra da mais bela árvore para nos esconder do calor das tensões.
Antes de chegar ao final do filme, o escritor percebe que Alex fora uma vitima do governo que ele desaprova, por se tratar de um partido politico que prega o totalitarismo sobre a população e o controle sem precedentes da mente, destruindo o direito a liberdade. Mas depois o senhor percebe que ele foi o seu antigo agressor e com muita ironia, diz que ele é vitima dos "Tempos Modernos", termo este que me lembra o filme de Chaplin, onde somos escravizados pelo trabalho, mas neste filme, somos escravizados pelas idéias doentias do governo.
Alex então descreve a dois jornalistas que são amigos do escritor como foi o processo que passou de tratamento Ludovico, mas essa descrição tornou-se o seu caos, pois o escritor usa dessas informações para tortura-lo com a 9º Sinfonia de Beethoven que acaba lhe trazendo sensações ruins e vindo a tona a vontade incontrolável de se matar. E Alex realmente tenta o suicídio jogando-se pela janela do quarto onde estava trancando.
Por fim, Alex não morre, e acorda em um leito de um hospital. Quando ele desperta ele encontra seus pais. Infelizmente, Alex os despreza, mas esta cena mostra que, haja o que houver, não importa quais erros tenhamos cometido uns com os outros, somente nossos pais é que realmente estarão ao nosso lado, sem duvida, por mais que eles não sejam aqueles que realmente queríamos, mas eles farão e estarão onde precisarmos.
Depois disso, Alex encontra-se com uma psiquiatra de cabelo roxo, e ela lhe faz passar por um teste de imagens para saber quais são suas reações diante delas. O nosso personagem mostra reações que antes ele estava sendo inibido de ter, que são reações ofensivas e agressivas. Ele pergunta a Doutora que teve um sonho, que sentiu como se vários médicos estivessem mexendo em sua cabeça tirando-lhe algo, a Doutora lhe diz que foi um sonhos consequente de sua experiência ruim, mas a verdade é que antes ele passou por uma cirurgia onde lhe tiraram o fator da droga que inibia sua liberdade de escolha.
O representando do governo retorna mais uma vez para falar com Alex, tendo em vista que apos ter sido acusado pelos atos animalescos de seu governo, ele tenta fazer as pazes com Alex que não faz a menor ideia do que esta acontecendo. O ministro, diz a ele que agora eles vão se tornar "amigos" pois ele e seu governo "se preocupam" com o bem estar e os interesses de Alex, tanto que deram fim ao escritor que o torturou e se vingou, mentindo para ele dizendo que na verdade, o escritor estava tendo uma ideia paranóica de que Alex fora um agressor dele e culpado pela morte da esposa, o que é verdade, mas o ministro tenta escurecer isso com uma suposta neurose. O ministro ainda lhe oferece um bom emprego com um bom salário e que dali em diante eles seriam amigos, pois um ajudaria ao outro. Na verdade o Ministro estava cuidando de sua cobaia para que mais criticas não caíssem sobre seu governo, e Alex diz que ajudará o ministro no que precisar, mostrando que agora ele se tornou definitivamente um boneco nas mãos do governo, que terá sua ajuda para dar prosseguimento aos objetivos de controle, dominação e destruição da população.
Na ultima cena nossa Anti-Herói Alex, diz que estava "curado", esse curado que ele quer dizer, é na verdade livre novamente para fazer suas escolhas. O poder de escolher entre ser bom ou ruim, de fazer o bem ou o mal, promover amor ou dor, mas é claro que Alex prefere muito mais  a liberdade de promover a violência.
O filme deixa claro que nós, seremos humanos, temos uns liberdade de escolha: de sermos bons ou ruins, conforme nossa vontade. Mesmo não sabendo o que de fato é ser ruim, muito menos o que é ser bom. Cada um deve ser livre dentro si para que suas escolhas sejam de sua vontade, mas quando alguém aprisionar suas vontades de escolha, serás apenas uma máquina controlada. Por tanto, em hipótese alguma permita ser escravo das ideias, não deixe sua emoção ou razão ser encarcerada pelo poder da destruição.
 É muito melhor sermos "maus" por escolha, do que "bonzinhos" por obrigação.
Assim sendo, não seja escravo de si mesmo, muito menos de governo, conserve sempre os seus direitos.

Link para Download do filme Dublado: http://depositfiles.org/files/p194snrnw
Link para Assistir online (dublado) : http://veevr.com/embed/HgvyYDXLf








19 comentários:

  1. Texto muito bom, mas ta faltando uma revisão ortográfica!!

    ResponderExcluir
  2. Concordo com a Meline!!
    Muito boa a análise, mas exitem muitos erros de ortografia.

    ResponderExcluir
  3. Gostei da análise, ia recomendar a um amigo, mas pensei duas vezes devido aos erros ortográficos.

    ResponderExcluir
  4. Quem Alex assassinou foi a mulher do escritor, que após o estupro não aguentou.
    E cuidado com os erros de ortografia. ^^

    ResponderExcluir
  5. Achei ótima a revisão, gostaria de dar uma opinião pessoal, apesar de não saber se é coerente.
    Na cena em que os amigos espancam Alex, não há também uma ironia no fato deles terem se tornado policiais? como se a própria policia, que deveria se mostrar nossa segurança, falha em aprovar dois criminosos para o trabalho?
    Além da cena em que os pais vão ao hospital, não a vejo como uma representação de que os pais sempre são quem ficam, até porque quando Alex sai a prisão eles não estiveram lá para ele, mas sim vejo aquela cena como uma representação de uma classe trabalhadora britanica manipulável. Primeiro eles escutam cegamente o que o inquilino Jon tem a dizer juntamente na mesma época que os "tabloides sensacionalistas" explicavam o experimento sem o criticar, quando eles aparecem no hospital, a primeira coisa que dizem é que leram no jornal que o filho era uma vitima, eles só voltam ao filho quando a mídia ataca o projeto de reforma de conduta.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Justamente isso Ana ! Pensei a mesma coisa.. Faltaram algumas analises importantíssimas para uma melhor compreensão do filme, duas delas sao essas que você mencionou. Abraço !

      Excluir
  6. Muito bom. Mas eu aconselho a trocar a cor de texto e fundo, é extremamente cansativa a leitura forçando tanto a vista com o contraste forte, use um fundo claro e texto escuro pois facilita muito pro leitor

    ResponderExcluir
  7. filme foda !! recomendo tbm The Wall Pink Floyd

    ResponderExcluir
  8. Bom texto...Mas discordo quando disseram que :"É muito melhor sermos "maus" por escolha, do que "bonzinhos" por obrigação. Acredito que todos devemos ter livre arbítrio com exceção de pessoas que sofrem de demência,afinal,eles não julgam oque é certo ou errado,não possuem essa capacidade justamente por que não são normais.Penso que tais crimes bárbaros como o estupro,assassinato,etc,devem ser extinguidos e combatidos,e se para tal feito for necessário o uso da manipulação e distorção de valores que seja usado em indivíduos que merecem esta forma de "tratamento".Apesar de não acreditar que tais métodos sejam eficazes.

    ResponderExcluir
  9. Gostei muito do texto, das idéias e da forma como analisaram o filme por si. Eu estava com ansiedade para assistir esse filme, mas depois de ver algumas cenas e conversar com algumas pessoas ( que assistiram o filme) eles me disseram que não haviam entendido muito do filme. Resolvi ler uma analise e uma resenha para poder entender por completo o filme, e assim ir assimilando as idéias com cada cena. Muito bom!

    ResponderExcluir
  10. Adorei o texto...concordo com as observações! Só não concordo muito com o motivo de vermos as notícias de violência seja pq somos violentos. Concordo mais com a teoria da explicação do poema
    "Suave Mari Magno", que fala sobre sentir prazer no sofrimento! Quando vemos um acidente de trânsito, por exemplo, todos param p olhar e fica um engarrafamento enorme...só pq os curiosos estão parando p ver! Isso acontece pq sentimos prazer por não termos passado por isso! Olhamos um assidente, assassinato, estupro e vem uma sentarão de "poderia ser eu"...e imediatamente há um alívio pq "não é"! O prazer vem disso! Outra teoria a respeito do prazer em ver assassinatos é q somos seres humanos curiosos e a morte é algo extremamente enigmático, que desperta muita curiosidade! Sabemos q vamos morrer, mas parece q a morte sempre passa do nosso lado e nunca para na nossa frente. Então quando vemos a morte, um corpo sem vida...muitas coisas passam no nosso subconsciente...muitas coisas ligadas à nossa curiosidade!

    ResponderExcluir
  11. Muito boa a interpretação do filme, eu assistindo não entendi muita coisa!!!!

    ResponderExcluir
  12. Ótima análise do filme. É realmente chocante e perturbador. Um tanto quanto complexo, é verdade, o que o torna ainda melhor. Mas concordo com alguns comentários sobre ortografia, muuitos erros, tome esse cuidado nos próximos textos. Sem mais, parabéns pela brilhante análise e explicações.

    ResponderExcluir
  13. Gostei da analise mas tive a mesma visão do comentário da Ana Beatriz Lamego Viana lega, e o final do livro é diferente do filme, o do filme é incompleto para mim, segundo achei que o Alex sofreu pouco mais achava que estava sedenta de vontade de ver sangue e vingança, mas depois da sua análise vi que na vdd sou muito sentimental e que até a raiva pode impulsionar um sentimento bom.

    ResponderExcluir
  14. Essa resenha mostra o final do livro https://literaturaemmigalha.wordpress.com/2015/08/12/o-ultimo-capitulo-de-laranja-mecanica/

    ResponderExcluir
  15. Realmente o filme é muito bom porém o final é confuso este seu artigo ajudou muito a entender muitas coisas que eu não havia percebido no filme. E ainda por cima os comentários da Camila e da Yasmin fazem sentido contrariando o seu modo de pensar e a Ana Beatriz fiz uma excelente observação que talvez nem você havia percebido. Parabéns pelo texto.

    ResponderExcluir
  16. "é muito melhor ser um ladrão, estuprador e assassino por escolha do que se conter por medo da punição"

    Será mesmo?

    ResponderExcluir